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Luigi Giussani (ver Núcleo de Experiência Elementar)  fala que não há desumanidade maior do que fazer o eu desaparecer e segundo ele, essa é a desumanidade do nosso tempo. Um tempo onde a pessoa não consegue identificar os elementos mais preciosos e fundamentais de sua identidade. Não se sabendo, a pessoa acaba sendo guiada por referências que não as suas. Na busca humana por realização, a cultura fragmentada atual, acaba oferendo soluções na sensorialidade das aquisições de bens materiais ou na destrutiva hipersensorialidade inclusive das substancias psicoativas tóxicas. Uma cultura adoecida por não reconhecer o que é valor acaba achando que o valor está numa sensação pautada num movimento autoafirmativo e, nessa lógica, a dor por ser uma sensação “ruim”, acaba sendo entendida como algo a ser simplesmente eliminado, inclusive pelos ultramodernos medicamentos. Não que os medicamentos não tenham uma função, mas não acreditamos que devam ser a finalidade ultima de um tratamento dessa ordem. 

Acreditamos na possibilidade de um tratamento de Dependência Química que seja global, que compreenda as diversas dimensões do ser humano, que afirme sua particularidade, que seja humanizado, pautado no respeito, na consideração da pessoa, mas que não desconsidere também  a dimensão de limites que é tão importante em relação a certos comportamentos que infelizmente se fazem comuns quando falamos desse tema da Dependência Química.

Aqui nesse espaço pretendemos oferecer algum auxílio a partir da experiência de profissionais da área para as pessoas que sofrem de dependência química e também seus familiares.